terça-feira, 15 de abril de 2008

Marco Brasil

Bens Materiais

Preste atenção minha gente no que eu tenho pra dizer
Este é fato muito triste e que jamais vou esquecer:

Existiu um cidadão ganancioso demais,
Só pensava em poder e em bens materiais.

Tinha uma esposa mal amada e um filho por nome Juninho,
A quem pouco dava atenção e jamais dava carinho!

O pai ignorava a família e só pensava no dinheiro
Não tinha morada certa nem tão pouco paradeiro.

Quantas vezes a mãe ao lado de seu filhinho
Passavam Natal, aniversários e outros dias sozinhos.

O filho às vezes chorava querendo o pai encontrar
E a mãe sempre dizia querendo lhe consolar
Seu pai está trabalhando pra mais conforto nos dar!

O pai sempre viajando por este chão brasileiro
Não media as conseqüências
Pra ganhar o seu dinheiro.

Certa vez um bom dinheiro ele conseguiu ganhar
Comprou o carro importado que ele vivia a sonhar
E depois de um bom tempo, com a família veio encontrar.

Chegou em casa no seu carro dirigindo
E para a sua família foi logo se exibindo

Era um carro de luxo da cor azul do céu
Que para todos ele mostrava, como se fosse um troféu.

O filho com saudades, perto do pai chegava.
mas ele não dava atenção, nem sequer pro filho olhava.

O homem só falava do carro, até parecia um louco
Depois de algum tempo, resolveu descansar um pouco.

O pai foi dormir e o garoto ficou acordado
Olhando pra aquele carro viu uma sujeira do lado.

Na inocência de criança querendo o pai ajudar,
Pegou um balde de água para o carro lavar
Pegou uma bucha de aço e começou a esfregar.

Depois com simplicidade foi correndo o pai acordar!

O homem ao ver o carro todo arranhado
Parecia um animal feroz e descontrolado

E como um demente que não sabe o que faz
Nas mãozinhas do menino começou a bater

A mãe num quarto trancada não pode seu filho ajudar
Vendo o pai com muito ódio o garoto castigar!

O pai mostrando maldade impedia e não deixava
Que a mãe buscasse socorro pro seu filho que ali chorava.

Três dias se passaram de sofrimento sentido
Atá que o pai foi consertar o carro e o filho pode ser atendido.

O médico deu a notícia tão triste de se escutar
Mãe, a mãozinha de seu filhinho teremos que amputar!

Em estado de choque a mãe foi internada
E naquele mesmo dia a cirurgia do filho marcada.

Passaram-se alguns dias e o pai foi avisado
A notícia deixou o homem totalmente desesperado.
Saiu correndo para o hospital onde o filho estava internado.

Quando viu o seu filho, com a mão amputada, começou a chorar.
O menino o abraçou e quis o pai consolar.

Na inocência de criança para o pai começou a falar:
"Papai eu nunca mais vou fazer você chorar,
Pois eu já não tenho minha mãozinha para o seu carro arranhar!"

O homem saiu correndo sem saber o que fazer
Com tanta dor e remorso não queria mais viver.

Não tinha mais solução, não tinha mais outro jeito.
Pegou então uma arma e sem pensar
atirou contra o próprio peito.

Aquele tiro tirou a vida em poucos instantes
De um homem egoísta, covarde e ignorante!

Termino esta triste história e espero não ver outras iguais.
E deixo aqui uma mensagens para filhos e pais:
"Na vida há coisas mais importantes do que bens materiais!"

Autor: Ivan Diniz



Filho Ingrato

Certa vez estive viajando por esse Brasil a fora,
Quando me vi no sertão
Numa estrada de chão... Era tarde umas três horas!

De repente meu carro quebrado, fechei os vidros,
Deixei ali encostado
E ajuda foi procurar
Quando eu vi uma casa ali perto, o lugar era deserto;
Pelo trilho comecei a andar.

Fui chegando devagarinho e quando estava pertinho
Por ajuda fui gritando
A casa parecia abandonada
A porta não estava trancada, eu abri e fui entrando.

Na entrada logo vi que alguém morava ali
Pois tinha uma cama velha, duas panelas na prateleira
Num canto um banco encostado
O fogão de lenha do lado e a moringa era a geladeira!

De repente ouvi um gemido
Entrei e vi um velho caído que me disse com a voz estremecida:
"Meu filho, sente aqui do meu lado
Só ouça,fique calado, a historia da minha vida:

Eu era um rapaz faceiro era o rei dos boiadeiros
Tinha vida pra dar e vender,
Na viola era um açoite
Trabalhava dia e noite, só não sabia escrever!

Me apaixonei por uma moça chamada Teresa
E no dia do nosso casamento dançamos até noite adentro
E eu fazia os meus planos
Vou construir nossa casinha, criar gado, criar galinha
Nem que demorasse muitos anos.

Mas aí veio a tristeza
A minha querida Tereza o filho não pode suportar
Foi sentindo a dor do parto
Que ai nesse mesmo quarto ela partiu
E com Deus foi morar!

Fiquei eu e o menino
Tracei ali seu destino e jurei a ele estudar
Nem que eu tivesse sacrifício, se fosse pro seu benefício
Até sangue eu ia derramar!
Mas quem tem Deus não se apura
Mesmo levando uma vida dura não podia me queixar
Eu era muito valente, o menino era inteligente.
Arroz e feijão nunca iriam faltar.

Me lembro como se fosse agora
Ele chegando da escola no último dia do ano
E com sua simplicidade me disse:
Pai eu quero entrar na faculdade pois é esse o meu plano.

E se foi para cidade grande
Me deixando aqui tão longe pra vencer no seu futuro
Eu fazia economia, trabalhava noite e dia
Pra manter o seu estudo.

Se passaram quatro anos
E eu na roça lutando numa vida muito dura
Mas ao céu eu agradeci pela graça que recebi
Pois chegou o dia da sua formatura.

Vesti meu terno de estopa, eu não tinha outra roupa
No pé meu velho sapatão, com as unhas sujas de terra
Pulei vales cruzei serras,
Pra ver meu filho receber sua formação.

Fui chegando na cidade e com minha simplicidade
No salão eu fui entrando.
Quando vi meu filho do lado
Tava bonito, tava arrumado e pro seu lado fui andando.

Eu fui com os braços abertos
Mas na hora ele saiu de perto com uma cara risonha
Criticou minha roupa velha, as unhas sujas de terra
Falou que de mim estava com vergonha!

Foi embora e me deixou ali num canto
Dos meus olhos escorreu o pranto e no peito uma grande dor,
Pois ali me desprezava, quem eu tanto ajudava
Do fundo do meu amor!

Fui saindo do salão, cruzei aquela multidão
Com o peito cheio de tormento
Então voltei pra esta casinha, pra tocar minha vidinha
E esquecer meu sofrimento.

Hoje estou velho eu sei, de tanto que trabalhei
Da minha dor, que mais parece uma ferida,
O meu filho não vi nunca mais,
Hoje deve ser doutor, o senhor dos tais
E eu aqui no fim da minha vida.

Mas vá, parte agora,
E se um dia encontrar meu filho por essa estrada a fora
Diga a ele que aquele terno de estopa
Que usei no dia de sua formatura
É o mesmo terno que usei no dia que me casei
Com aquela que morreu pra lhe dar a vida
E é com ele que vou ra sepultura.

Diga também que foi com aquele velho sapatão
Que eu trabalhei e tirei desse chão
O sustento do seu futuro
E as unhas sujas de terra,
Representam o anel de formatura de quem nunca teve estudo.

E por fim, diga a ele que lhe perdôo,
Que por Deus eu lhe abençôo,
Não reclamo a minha cruz
Foi tão grande meu sofrimento
Mas não se compara em nenhum momento
Ao sofrimento de Jesus!

Autor: Alan Coelho

23 comentários:

Vitor disse...

olha é muito legal mas é muito triste eu gostei pra caramba ta valeu fui

re portinoy disse...

muito lindas..mais como diz é muito triste mais iso serve pra gente que ainda é adolcente que nessa vida o nossos pais é o verdadeiro sucesso da gente

Pedro disse...

poxa eu gostei muito cara e muito triste e uma historia qe mexe com qualqer pessoa

eduardo disse...

olha e muito enteressante os dois versos fz com que a gnt olhe pra si e tire uma conclusão da vida que temos e levamos

deiverson disse...

gostei muito

deiverson disse...

gostei muito

Felipe disse...

eu sou um fã numero um de marcos brasil

kassio disse...

essa vai ficar na minha memoria para sempre

Aline disse...

Ameiiii

junior disse...

eu e muito emocionante e pra todas mulhares esse [e meu orkut junior.gato28@hotmail.com

adalice disse...

emocionante....Sou um fã apaixonada por marco brasil...adoro d++++++

antonio disse...

Muito triste e emocionante serve de lição para todo nós.
Sou seu fam.

andreyalexandre1 disse...

á o trem eso e bom d mais e o melhor de minas gerais e regiao

ilario disse...

As duas Histórias são muito lindas tendo em vista que essa do filho ingrato é tremenda e serve de lilção para todos que querem ser algo na vida mas nunca devemos esqueçer de quem tanto nos ajudou.

gustavo disse...

adoro esse poema, pois é uma lição de vida. tanto é q decorei ele espero q isso sirva n so p pais. + tbm p filhos e todos aqueles q dão valor a bens materias..

Ronan disse...

tem mais ou menos 10 dias que eu vi, chorei na pimeira vez que eu li, conto pra todo mundo que eu vejo, e todo mundo que eu fala escostavao em meu ombro com seu despejos...... !!! sou eu fã !!!!!

itamar disse...

GOSTEI DOS VERSOS MUITO LEGAU MAIS TEBEM TRISTE MAIS SIGA SEU CAMINHO AMIGO COM VERSOS CANTO AUGUNS VERSSOS SEUS POQ MINHA VIDA É SER PIÃO

SOU SEU FÃ

Guilherme disse...

ficou muito baum gostei muito

caio disse...

eu so tenho 13 anos mas des dos 9 eu peguei o microfone do narrador e falei esse versso aqui o

papagaio come piriquito piriquito come a lacraia o bichoq o homem mais gosta a mulher esconde de baixo da saia tem barba q nem bode tem ferão q nem arraia tem um buraco no meio onde a madeira trabaia.

todo mundo me aplaudiu de pe

any disse...

chorei muito ao ler....sou sua fã....bjs

Lucimara Silva disse...

eu gostei muito,mas e muito triste!!!!

Pedro Silva disse...

Gostei fui contar na cavalgada aq e nao aguentei comecei a chorar

Pedro Silva disse...

Gostei fui contar na cavalgada aq e nao aguentei comecei a chorar